quinta-feira, 24 de abril de 2014

O que a TV não mostra!


Sd do EB é alvejado no RJ em missão de auxiliar a PMRJ, mais isso a TV não mostra é para isso que o Forças Armadas serve, para defende-los até mesmo em épocas de Paz que não é o nosso caso, estamos em uma guerra civil constante principalmente no RJ, SP e MG
Isto a Mídia sem vergonha e desmoralizada do BRASIL, não mostra, a grande realidade, estamos em uma guerra civil.


Foto: Altair Barros

Equipe ROCAM show da PM de São Paulo

Juiz de Fora já tem 60 homicídios este ano

Os dois últimos assassinatos foram registrados na noite desta quarta-feira

Mais dois homicídios foram registrados na noite desta quarta-feira (23), na Zona Leste da cidade. Com estes casos, já chega a 60 o total de mortes violentas este ano no município. Em todo o ano passado, foram 139 homicídios, de acordo com levantamento feito pela Tribuna. Um dos assassinatos desta quarta aconteceu no Bairro Nossa Senhora Aparecida. De acordo com informações da Polícia Militar, um homem foi baleado na Rua Orlando Riani próximo ao número 57. A vítima foi alvejada por diversos disparos de arma de fogo. Os autores fugiram em uma moto. Até o fechamento desta edição, policiais faziam rastreamento na área em busca do suspeito e a perícia fazia os levantamentos de praxe.
O outro caso violento foi registrado no Bairro Linhares. Segundo informações da PM, um jovem de 20 anos foi esfaqueado no terreno de uma residência na Rua José Sobreira. A vítima Jonas Xavier Fonseca sofreu diversas perfurações de faca pelo corpo, entre elas na cabeça e na barriga. Durante rastreamento realizado por militares da 70ª Cia da PM, o suspeito do crime de 19 anos foi preso em sua residência. De acordo com a PM, os dois jovens iniciaram uma briga, quando a vítima tentou desarmar o suspeito, mas não conseguiu. Durante o confronto, o suspeito de matar Jonas também ficou ferido no joelho e nos dedos da mão direita, sendo atendido no Hospital de Pronto Socorro (HPS). A faca usada no crime foi jogada no córrego do Linhares.

Baleado
Um homem de 27 anos ficou gravemente ferido em uma tentativa de homicídio, na noite de terça-feira, no Bairro Jardim Natal, Zona Norte. Segundo informações da Polícia Militar, ele foi alvejado na cabeça, por volta das 21h30, quando estava na Rua Pedro Moreira Cavalcanti. As primeiras informações recebidas pela PM davam conta de que a vítima de disparos estava caída em via pública aguardando socorro. Quando policiais chegaram, souberam que o homem havia sido atingido por dois tiros na cabeça e socorrido pelo Samu, sendo encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte.
Ainda conforme o registro policial, a vítima sofreu traumatismo cranioencefálico grave e precisou ser transferida para o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, onde seria submetida a cirurgia. De acordo com a assessoria de comunicação da unidade, nesta quarta o paciente permanecia em estado grave no Centro de Tratamento Intensivo (CTI), porém estável.
Militares mobilizados na ocorrência não conseguiram identificar suspeitos, mas tiveram informações de que um Fiat Siena havia passado cerca de cinco vezes próximo ao local do crime, momentos antes da tentativa de assassinato. Os policiais também fizeram contato com familiares do homem, os quais revelaram que ele havia se envolvido em uma briga há cerca de dez dias com um morador do Jóquei Clube, na mesma região. O caso seguiu para investigação na Polícia Civil.

Fonte: Tribuna
Imagem: Violência Urbana

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Atenção excedentes do concurso ASP 2012. VITÓRIA!!!

Carlinhos SINDASP, Secretário Rómulo, Adeilton SINDASP
-------- Mensagem original --------

Assunto: Convocação dos 434 Excedentes do Concurso de Agente Penitenciário

Prezado Adeilton,



De ordem da Subsecretária de Gestão de Pessoas, Fernanda Neves, informo que a convocação dos 434 excedentes já se encontra autorizada pela Câmara de Coordenação Geral, Planejamento, Gestão e Finanças. Com a aprovação o total de candidatos convocados para o curso de formação será de 5934.



A SEDS está providenciando a convocação dos candidatos e, conforme informação recebida da Escola de Formação – EFES, os excedentes iniciarão o curso junto com o 2º Grupamento em 05/05/2014.



Atenciosamente,





Helga Beatriz Gonçalves de Almeida

Assessora-chefe de Relações Sindicais

Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão


De: < >
Data: 16 de abril de 2014 15:04:01 BRT
Para: <fernanda.neves@planejamento.mg.gov.br>
Assunto: Convocação dos 434 Excedentes do Concurso de Agente Penitenciário

Exma. Sra.
Fernanda Neves
Subsecretária de Gestão de Pessoal / SEPLAG.

O SINDASP – MG – Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciaria do Estado de Minas Gerais, vem à presença de V. Exa., no interesse da categoria de Agente de Segurança Penitenciário, por ele representada, diante iminente aproximação da data do 2º Grupamento de Formação da Carreira de Agente de Segurança Penitenciário (Edital Seplag 2012), expor e requerer o que se segue:

Esse ponto ainda encontra-se pendente, é a convocação dos excedentes do concurso de Agente de Segurança Penitenciário, já definida pelo Ex-Governador, Antônio Anastásia, antes de seu afastamento do cargo.

Vimos ainda alertar que o momento não é propício para essa falta de informação, já que estamos às vésperas de uma Copa do Mundo e próximos das Eleições. Um quantitativo significativo desses candidatos são Agentes Penitenciários em contrato administrativo, e são esses mesmos Agentes que estão segurando em suas mãos um Sistema Prisional superlotado, com capacidade para trinta (30) mil presos, mas que possui sessenta (60) mil presos. Faltam trinta mil vagas no Sistema Prisional, faz–se necessário um numero maior de Agentes Penitenciários.

Nesse sentido, peço a sua intervenção junto ao setor responsável na SEPLAG para que essa data seja definida e divulgada para dá tranqüilidade aos 434 candidatos excedentes e seus familiares. E a paz volte reinar no Sistema Prisional Certos de poder contar com seu imprescindível apoio, aguardamos breve retorno.

Respeitosamente,


Adeilton de Souza Rocha
Presidente do SINDASP-MG


Fonte: SINDASP/MG

PM atira de helicóptero contra motociclista em JF

Imagem Ilustrativa/Pegasus PMMG

Motociclista não obedeceu ordem de parada e teria apontado objeto semelhante a arma de fogo para a aeronave

Por Marcos Araújo e Michele Meireles




Durante perseguição a uma motocicleta, no Bairro Democrata, Zona Nordeste, um tripulante do helicóptero Pégasus da Polícia Militar disparou de fuzil contra o condutor do veículo, que fugia em alta velocidade de um cerco policial e ainda teria ameaçado atirar contra a aeronave. Em cinco meses, esta é a segunda vez que militares de operações áreas precisam atirar para conter criminosos em fuga. No primeiro episódio, em novembro passado, policiais alvejaram o motor de um carro, onde dois suspeitos armados fugiam da polícia por uma estrada vicinal às margens da BR-267.
De acordo com o registro policial, na última sexta-feira (18), por volta das 17h30, uma viatura policial que fazia patrulhamento no Bairro Parque das Águas, Zona Norte, suspeitou de um indivíduo conduzindo uma motocicleta Honda CBX 250. Os policiais avistaram um volume na cintura do condutor, dando ordem de parada a ele, que não teria obedecido. Em seguida, o suspeito, 18, prosseguiu em alta velocidade. A PM afirmou que ele avançou sinais, transitou sobre calçadas, não obedeceu à ordem de parada obrigatória e circulou pela contramão de direção.
Segundo nota enviada pelo Comando de Policiamento Especializado do Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo, responsável pela operação do helicóptero, a aeronave foi acionada pelo Centro de Operações da PM (Copom) para dar apoio a quatro viaturas do 27º Batalhão de Polícia Militar, que faziam a perseguição ao fugitivo. Conforme a nota, o jovem percorreu uma distância aproximada de sete quilômetros, passando pelos bairros Parque das Águas, Carlos Chagas, Monte Castelo, Esplanada e Fábrica, até ser interceptado no Democrata. "Ao iniciar o deslocamento pela Rua Bernardo Mascarenhas, aproveitando-se do fluxo de veículos, conseguiu distanciar-se das viaturas, passando a ser acompanhado apenas pelo helicóptero. Na altura da junção da Rua Bernardo Mascarenhas com a Rua Tereza Cristina, levou a mão à cintura e, apanhando um objeto semelhante a uma arma de fogo, apontou para a aeronave", informou a nota.
Após a ameaça, o militar que se encontrava na porta traseira direita da aeronave, um sargento de 43 anos, efetuou um disparo de fuzil 7.62mm, que atingiu a perna do suspeito. "O armamento foi utilizado na preservação de sua integridade física e de toda a guarnição aérea na defesa da vida. Mesmo alvejado, o cidadão percorreu uma distância de aproximadamente 300 metros até parar próximo à Igreja Quadrangular no Bairro Democrata, onde foi abordado pelas viaturas que lhe prestaram o devido socorro, conduzindo-o ao HPS", esclareceu a nota.
Ainda segundo o Comando de Policiamento Especializado, cerca de 30 minutos após o fato, próximo ao local do disparo, uma testemunha encontrou uma réplica de uma pistola semiautomática debaixo de um veículo. O policial foi detido e encontra-se à disposição da Justiça Militar no 2º Batalhão de Polícia Militar, no Bairro Santa Terezinha. De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde, o jovem teve fratura exposta no fêmur esquerdo e passou por cirurgia. Ele permanece internado sob custódia e está lúcido, orientado e estável.

 Equipe do Pégasus passa por treino especial

De acordo com o comandante de operações aéreas da PM, tenente Robson Monteiro Rocha, 16 policiais militares integram atualmente a equipe do Pégasus. Os integrantes da tropa são selecionados por meio de concurso interno. Até assumirem suas funções, de piloto ou tripulante operacional, passam por três meses de curso e outros dois de estágio. Segundo o policial, nas ocorrências, são empenhados sempre dois pilotos e dois tripulantes. "As atuações do Pégasus consistem em dar apoio a policiamento terrestre em ocorrências de maior vulto, como troca de tiro e criminosos evadindo armados. Além disso, atuamos em ocorrências que afetam a ordem pública, combate a incêndio florestal, em calamidades e resgates aeromédicos, em altura e locais de difícil acesso."

Outro disparo
Segundo tenente Rocha, no dia 20 de novembro passado, militares do Pégasus também precisaram disparar para frear a fuga de criminosos. Na ocorrência, cerca de 40 policiais militares de Juiz de Fora e Bicas e a aeronave da PM foram empenhados nas buscas a dois suspeitos de roubarem um veículo em Bicas. De acordo com a Polícia Militar, uma mulher saía com o carro da garagem de sua casa quando, ao retornar para fechar o portão, foi abordada por dois homens armados. Um deles teria colocado a arma no peito da vítima e exigido o automóvel. Os bandidos entraram no veículo Golf e fugiram em direção a Juiz de Fora.
Conforme a PM, a dupla fugiu pela BR-267 e foi pedido o apoio do helicóptero, que avistou o carro trafegando em uma estrada vicinal de acesso ao distrito de Sarandira. "Quando os bandidos avistaram a aeronave, o carona empunhou uma arma e apontou para o helicóptero. Os policiais dispararam no motor do veículo para pará-lo", disse o oficial. Após a investida policial, os dois fugiram para uma área de mata fechada e não foram localizados.

Agente confessa roubo de armas na Central de Escoltas para acertar dívida com agiota

Flávio Tavares/Hoje em Dia
presos por roubar armas na central de escoltas
Suspeitos foram apresentados pela Polícia Civil nesta quarta-feira

O agente penitenciário Marcos Antônio Oliveira Nogueira, de 38 anos, confessou que arquitetou o roubo de 45 armas na Central de Escoltas, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para quitar dívidas com agiota. Ele relatou que pegou empréstimo de R$ 10 mil, mas que o valor saltou para R$ 30 mil.
 
Aos policiais que investigam o caso, o agente confessou ainda que usou o remédio Rivotril para dopar os colegas que trabalhavam com ele no dia em que o crime foi cometido. Durante apresentação à imprensa, na manhã desta quarta-feira (23), o homem pediu desculpas à sociedade e aos colegas de profissão. No fim do encontro com os jornalistas, o agente desmaiou e teve que ser socorrido por policiais civis.
agente penitenciário que roubou armas
Agente penitenciário desmaio no fim da coletiva de imprensa (Foto: Flávio Tavares/Hoje em Dia)
Para roubar as armas da Central de Escoltas, Marcos Antônio contou com a ajuda do irmão, o frentista Arthur Rodrigues Nogueira, de 23 anos. Os dois planejaram o crime três dias antes do assalto. Além da dupla, foram presos também Washington Luiz Soares, de 48 anos, e Wanderley Metvker, de 45 anos. O primeiro é acusado de intermediar a venda das armas roubadas enquanto o segundo foi um dos receptadores do arsenal.
 
Crime
 
A Polícia Civil informou que no dia do crime o agente Marcos Antônio preparou salada de fruta para os colegas comerem após o almoço. Para não levantar suspeitas, a sobremesa não estava contaminada. À noite, durante o jantar, ele voltou a fazer a salada, que foi "batizada", juntamente com o suco que foi servido para todos os oito plantonistas.
 
Aos poucos, de acordo com os investigadores, os agentes começaram a se queixar de dores na barriga e foram dormindo um por um. Quando percebeu que o plano havia dado certo, Marcos Antônio acionou o irmão, que foi até a Central de Escoltas. Juntos, os dois teriam carregado todas as armas em sacos de linhaça. Eles fizeram, no total, cinco viagem para transportar o armamento. A ação durou cerca de 40 minutos.
 
Depois o frentista foi embora com o arsenal e o irmão alterou a cena do crime. Conforme a investigação, ele tomou do remédio para simular que havia sido contaminado junto com os colegas. Marcos Antônio trabalhava como agente penitenciário há 11 anos e já respondeu por crime de abuso de menor, mas foi absolvido pela Justiça de Teófilo Otoni.
 
Investigação
 
No local do crime, peritos da Polícia Civil apreenderam para realização de exames água, o suco e o resto da sala de frutas. A sobremesa encontrada, no entanto, não estava contaminada com o Rivotril. O laudo pericial feito no local do crime e o laudo do material recolhido já foram concluídos. Restam ficar prontos os exames de urina e sangue feitos nos agentes dopados e também o laudo das armas apreendidas.
 
Além dos quatro presos, a polícia investiga a participação de uma quinta pessoa, identificada como Sandro. Na casa do suspeito, em Neves, foram encontrados parte do arsenal roubado. O homem não é considerado foragido pois não há contra ele mandado de prisão em aberto.
 
Autuações
 
Todos os envolvidos no crime foram autuados por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Pelo crime, eles podem pegar até seis anos de cadeia. Os irmãos Marcos Antônio e Arthur foram autuados também por roubo com utilização de violência imprópria.
 
Os detidos que estavam reclusos no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira foram transferidos para a Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH. O agente penitenciário foi o único que foi levado para um presídio em São Joaquim de Bicas.
 
Entenda o caso
 
As 45 armas foram furtadas da Central de Escolyas, que fica atrás da Penitenciária Dutra Ladeira, na madrugada de 25 de março. Bandidos teriam dopado os agentes penitenciários que faziam a guarda da Central de Escoltas. Com os seguranças desacordados, os suspeitos tiveram cerca de seis horas para agir. A investigação levantava a possibilidade de que o golpe tivesse contado com a ajuda de agentes.
 
Na madrugada do último sábado (19), uma pistola .40, apreendida pela PM, no bairro Florença, em Ribeirão das Neves, foi apontada como pertencente ao arsenal furtado. A arma, da marca Imbel, tinha um brasão da República, mesmo tipo das pistolas levadas no mês passado. Segundo o delegado Wanderson Gomes, a Polícia Civil ainda vai investigar a origem da arma, mas ele não descarta que seja do arsenal roubado no mês passado.
 
Fonte: Hoje em Dia

terça-feira, 22 de abril de 2014

Senhor das armas já se encontra atrás das grades

Marco Antônio de Oliveira Nogueira
 Bandido travestido de Agente Penitenciário já se encontra no seu verdadeiro lugar, atrás das grades, esse é o senhor das armas que dopou os verdadeiros Agentes para roubar e desmoralizar toda categoria, agora vai trabalhar de faxina no seguro da Penitenciária Jason Albergaria.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Polícia Civil recupera 90% das armas roubadas da Central de Escolta em Ribeirão das Neves

Segundo Wanderson Gomes, polícia encontrou 90% do arsenal.
Foram presos 4 suspeitos; armas foram roubadas em Ribeirão das Neves.

O delegado Wanderson Gomes, da Divisão de Operações Especiais (Deoesp) da Polícia Civil, informou, na manhã desta segunda-feira (21), que 90% das armas roubadas da Central de Escoltas de Ribeirão das Neves, no dia 24 de março, foram recuperadas. Além disso, quatro pessoas foram presas. Durante ação criminosa, 45 armas foram levadas da unidade do sistema prisional, ao lado da Penitenciária Dutra Ladeira.


Uma nota da Políca Civil diz que o caso está "totalmente esclarecido", mas não divulga outros detalhes. A corporação deve dar novos esclarecimentos ainda nesta manhã. Por volta das 10h45, um comboio chegou à sede do Deoesp, no bairro Gameleira, na Região Oeste, levando presos e o armamento recuperado. Policias exibiram algumas das armas.

Segundo um investigador, os presos são um agente penitenciário que estava de plantão no dia do roubo e um irmão deste, além de uma pessoa da região que ajudou na ação criminosa e um comprador do armamento. Não há confirmação oficial pelo delegado responsável pelo caso.

 
Trinta e nove pistolas .40 e seis submetralhadoras foram roubadas. Os agentes foram encontrados, na mudança de turno, alguns dormindo e outros passando mal. A suspeita é que eles tenham sido dopados. Alimentos que estavam no local foram recolhidos para perícia.
Por causa do roubo, nove agentes que estavam dentro da Central de Escoltas foram afastados preventivamente, e o local foi desativado. Lá ficavam os servidores responsáveis pela segurança no transporte de presos de todas as penitenciárias da cidade. À época do roubo, o subsecretário de Administração Prisional de Minas Gerais, Murilo Andrade de Oliveira, afirmou que o afastamento era um procedimento padrão, até que a Polícia Civil concluísse a investigação, e que os nove responderiam a processo administrativo.
 
 
Segurança
A casa onde funcionava a Central de Escoltas, de acordo com o subsecretário, não tinha alarme e nem circuito interno de TV. Uma câmera de segurança na Penitenciária Dutra Ladeira conseguia acompanhar o entorno da casa, mas não teria gravado nenhuma movimentação suspeita durante o roubo, no dia 24 de março.

As armas que foram roubadas estavam em dois lugares: dentro de um cofre e dentro de uma sala blindada. A Subsecretaria de Administração Prisional de Minas Gerais afirmou que nenhum destes locais foi arrombado, nem outra porta da unidade.

domingo, 20 de abril de 2014

Polícia apreende arma roubada da Central de Escolta de Neves

Central de Integrada de Escoltas de Ribeirão das Neves
Quase um mês após o furto de 45 armas da Central de Escoltas, atrás da Penitenciária Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a primeira pista para desvendar o crime pode ter sido encontrada. Uma pistola .40, que pertenceria ao arsenal roubado no dia 24 de março, foi apreendida com duas pessoas, na madrugada deste sábado (19).
 
Segundo a Polícia Militar, a arma é da marca Imbel, modelo GC MD5 LX calibre .40, com capacidade para 16 cartuchos e com um brasão da República, o mesmo tipo das pistolas levadas da Central de Escoltas. A numeração estava raspada, mas a parte à mostra confere com a identificação de um dos armamentos roubados.
 
Apreensão
 
A PM recebeu uma denúncia relatando que um homem estava armado em um bar na rua Antônio Benjamim Alves, no Florença, em Neves. O suspeito não foi encontrado no local, mas os militares localizaram a arma com uma mulher de 45 anos. Ela alegou estar com o armamento a pedido de Joanis Roberto de Jesus, de 25. Logo depois, os policiais encontraram o homem, que confirmou a posse da arma. Ele afirmou que a pistola era para defesa própria, mas não disse onde comprou.
 
Segundo a PM, no dia anterior, um saco com uma grande quantidade de munição foi apreendida em uma lagoa de uma fazenda, no bairro Metropolitano, na mesma cidade. Também há suspeita de que os cartuchos pertençam ao arsenal.
 
A investigação do roubo é conduzida pela Polícia Civil, mas a assessoria de imprensa da corporação não informou se há avanço no inquérito.
 
De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), nove agentes penitenciários que foram dopados, possivelmente por intoxicação alimentar, durante o roubo, continuam afastados.
 
Ao todo, foram roubados 39 pistolas .40, seis submetralhadoras .40 e 1.640 cartuchos de calibre .40, 12 e de fuzil 556. As armas ficavam em um cofre, dentro de uma sala restrita, protegida por porta de ferro da Central de Escoltas, que não possuía câmeras de segurança ou guaritas.
 
Fonte: Hoje em Dia

Armas desviadas da campanha do desarmamento são encontradas em outras cidades

Alguns armamentos foram localizados no Rio de Janeiro, Ipatinga e em Juiz de Fora

Por MICHELE MEIRELES Repórter



Um ano e cinco meses após o 4º Depósito de Suprimentos (4ºDSup) do Exército abrir inquérito para apurar desvio de armas ocorrido na unidade, a instituição ainda não chegou a um número total de materiais subtraídos. O que se tem de concreto é que, das 728 armas apreendidas em ações policiais e periciadas na cidade entre outubro de 2012 e o dia 17 de março deste ano, 14 são provenientes do desvio. Desta, uma havia sido entregue pelo seu proprietário na Campanha do Desarmamento. Outras três armas que deveriam ter sido destruídas no quartel de Juiz de Fora foram localizadas em outros municípios, sendo duas no Rio de Janeiro e uma terceira em Ipatinga. No caso desta última, o revólver foi usado na prática de um homicídio naquela cidade. O Exército admite a dificuldade para chegar ao total do material desviado. Por enquanto, apenas estão sendo identificadas as armas apreendidas em flagrantes de crimes. Portanto, as que não foram pegas não entram no quantitativo de material subtraído. O fato confirma o descontrole no processo de destruição adotado na época.
Mesmo não estando à frente do comando da 4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha) quando ocorreu o desvio, o atual comandante da organização militar, general Francisco Mamede de Brito Filho, concedeu entrevista à Tribuna. Ele enfatizou que a instituição considera o fato como "muito grave e será levado até as últimas consequências". Segundo ele, "todo processo, por mais rigoroso, repousa em última análise sobre pessoas, que estão suscetíveis a erros. Ainda não posso precisar, em unidades, quantas armas saíram. Em termos documentais, todas as armas foram destruídas".
Uma das respostas que busca o inquérito policial militar (IPM) é apontar de que forma os militares conseguiam retirar os armamentos da unidade militar. O atual comandante do 4º Depósito de Suprimentos (4º DSup) do Exército, que também não estava no local na época da subtração dos armamentos, coronel Ricardo Medrado, afirmou que, possivelmente, algumas armas saíram pela porta da frente do quartel. "Pelo que apuramos, possivelmente, em momento oportuno, os soldados escondiam a arma, em outro, colocavam na mochila. Com a facilitação de outro colega, que estava na revista em determinado dia, saíam com o material", afirmou, destacando que o fato ocorreu de forma pontual.
Segundo a juíza à frente do caso Maria do Socorro Leal, da Justiça Militar, outra possibilidade investigada é a de que os militares dispensavam as armas pelo caminho até a siderúrgica onde são destruídas. "Ainda não está fechada a investigação, mas armas eram conferidas quando saíam do quartel, mas não no momento da destruição. É provável que nem os envolvidos saibam dizer quantos armamentos saíram", disse a juíza, afirmando que não acredita que grande montante tenha retornado às rua.
Conforme o comandante do 4º DSup, diversas mudanças no procedimento de destruição foram implementadas. Entre elas, a pré-destruição, por prensa, imediata do armamento. "Também limitamos o número de armas recebidas. Os momentos da entrega, da destruição e da saída são fotografados e filmados. Hoje em dia, o derretimento das armas é feito na semana do recebimento, evitando acumular armamentos", disse Medrado.


Perícia minuciosa após descoberta do esquema

O delito veio à tona em meados de 2012, quando a Polícia Civil investigava um suspeito de tráfico de drogas e descobriu que ele era a ponte entre os militares e os receptadores das armas. Por meio de escuta telefônica, a polícia detectou possíveis negociações de armamentos feitas pelo homem de 28 anos. "O inquérito não foi concluído por nós, por se tratar de crime militar. Não chegamos a um número, mas muitas armas eram negociadas, inclusive em favelas do Rio de Janeiro", afirmou a delegada regional, Sheila Oliveira, na época à frente destas investigações
O fato foi comunicado ao Exército, que abriu sindicância. Cerca de 20 dias após a comunicação da polícia, foi cumprido mandado de busca e apreensão por equipes do Exército e da Polícia Civil na casa de um dos soldados suspeitos, porém, nada foi encontrado. A partir daí, foi aberto, no dia 26 de novembro de 2012, um inquérito policial militar (IPM). Até agora, ficou apurado que o crime era cometido por quatro soldados, lotados na 2ª Companhia do 4º DSup, sediada no Bairro Barbosa Lage, Zona Norte. Os militares já foram desligados. Além deles, oito civis flagrados em ações militares com armas que deveriam ter sido destruídas foram indiciados. Outros dois adolescentes também são suspeitos.
Desde que o desvio de armas foi constatado, todo o material apreendido em operações policias na cidade passou a ser periciado de forma detalhada pela Polícia Civil. O objetivo é tentar recuperar numerações danificadas. Só a partir deste exame metalográfico foi possível localizar algumas armas subtraídas. Porém, a ação não é capaz de identificar todos os armamentos. "É um trabalho minucioso, mas que não tem 100% de eficácia. Em alguns casos, dependendo do tipo de raspagem, por exemplo, não é possível recuperar o número", destacou a delegada regional.
Para se encontrar armas em outras cidades, segundo o comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha), general Francisco Mamede de Brito Filho, é preciso que haja vontade das polícias. "Todos os órgãos do país sabem que houve o problema. Estão disponíveis, em um sistema eletrônico, todas as armas que deveriam ter sido destruídas. Qualquer polícia do Brasil pode entrar e checar."
Como as armas desviadas podem ser encontradas ao longo de anos, o promotor que cuida do caso, Ulysses da Silva Costa Filho, afirmou que irá determinar a instauração de novos inquéritos cada vez que for recolhido um armamento que deveria ter sido destruído. "Volta e meia, elas podem aparecer. Se fosse juntar a este processo cada nova arma encontrada, teria que auditar a denúncia, e o processo nunca teria fim", explicou. Segundo ele, o inquérito está em fase final, e os indiciados deverão ser denunciados.
A juíza à frente do caso, Maria do Socorro Leal, da Justiça Militar, afirmou que, além dos envolvidos diretamente no esquema, os responsáveis pela extinção dos materiais podem responder pelo fato. "Mesmo não estando envolvidas no desvio, as armas estavam sob escolta do Exército. É preciso que se apure as responsabilidades, mesmo que de forma culposa. A apuração é muito rigorosa, não estamos aqui para proteger instituição nenhuma, mas para fazer cumprir a lei."